EXAMES NACIONAIS E PROVAS DE EQUIVALÊNCIA À FREQUÊNCIA - 2021

Os alunos que necessitem de esclarecimentos sobre a PIEPE ou outros assuntos relacionados com os exames nacionais e PEF, devem contactar, preferencialmente, a escola de inscrição enviando um e-mail para:
exames2021@ibn-mucana.pt 

Para consulta:
Manual de Instruções PIEPE 
FAQ’S PIEPE Inscrições 
LIVE: c/ o Presidente do JNE para tirar dúvidas sobre a Inscrição - Canal do Youtube Inspiring Future 
Regulamento de Exames 2021
Norma 01 2021 (atualizada a 12.04.21 - alterada a pág.22) 
Guia Geral de Exames 2021 
Ofício sobre Máquinas de Calcular   e (anexo)

Dia Internacional da Mulher (8 de março de 2021)

Texto em homenagem a todas as mulheres que tenham sido injustiçadas. 
 Mulher Portuguesa
É realmente visível uma evolução acentuada na nossa sociedade no que toca ao papel desempenhado pela mulher.

Atualmente, e desde há quarenta anos até esta data, existem muito mais possibilidades de emprego, entretenimento, vestuário, estilo de vida e até papel familiar a ser desempenhado pela figura feminina.

A mulher portuguesa conseguiu emancipar-se, mas será que o homem português teve a capacidade de interpretar tal acontecimento como nada mais do que algo que já estaria destinado a acontecer há muito tempo? A mulher portuguesa é tão humana como o homem português e desde há séculos que tal conclusão deveria estar assente na mente dos homens deste nosso povo, só que o raciocínio humano, assim como as roda-dentadas inseridas numa engrenagem, não roda sempre na mesma direção.
Só em 2019 morreram 25 mulheres vítimas de violência doméstica. Se tivermos em conta as 7 vítimas masculinas (que eram tão inocentes como as femininas), concluímos que 78% das 32 vítimas deste fatídico destino se tratava de mulheres, podendo ainda acrescentar que desde o início de 2020, já 2 mulheres perderam a vida neste âmbito. Poderemos crer, como forma de consolo, que pelo menos a justiça portuguesa há de ter tomado as devidas providências em relação aos responsáveis, porém tal crença não passa de mais do que isso, um simples pensamento. De facto, a justiça portuguesa recebe as acusações em seus tribunais, mas apenas 14% dos acusados de violência doméstica são condenados, tendo muitas vezes a pena reduzida ou até absolvida (publico.pt). Para fins demonstrativos, temos o caso de Joaquim Pereira, que julgado no tribunal de Baião, foi condenado a quatro anos e cinco meses de prisão preventiva, além de lhe ser exigido o pagamento de cinco mil euros à vítima. O senhor de sessenta anos foi acusado de duas tentativas de homicídio, uma contra o cunhado e a outra contra o seu próprio filho, além da prática de violência doméstica contra a esposa de cinquenta e três anos. Incluindo todas as acusações, Joaquim Pereira conta com quatro crimes em relação a ofensas à integridade física da esposa e outros sete em diferentes âmbitos (tvi24.pt). Recebeu a pequena condenação de apenas quatro anos e cinco meses de prisão, quando à esposa, certamente, tirou muito mais tempo que isso. Para piorar a situação, não é só em relação a maus-tratos e ofensas que as mulheres costumam ficar para trás na sociedade, há ainda as questões salariais. Um estudo realizado pela CITE (Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego) revelou que no nosso país em 2010, contemplava-se uma remuneração média mensal atribuída às mulheres 18% inferior à atribuída aos homens, tendo esta disparidade vindo a diminuir, até em 2015 situar-se em 16,7%. É contemplável uma disparidade ainda maior em relação ao ganho médio mensal (que inclui outras componentes salariais como subsídio de férias e horas extraordinárias), que em 2010 era 20,9% inferior ao dos homens e em 2015, 19,9% inferior. Destaco ainda a questão da diferença entre ganho por hora dos dois sexos, que em termos gerais se verifica no sexo feminino uma inferioridade de 19,1% em relação aos trabalhadores do sexo masculino. O mesmo estudo verifica também que as disparidades ultrapassam a média em cargos superiores, por exemplo, uma mulher que seja diretora de uma dada empresa, costuma ganhar menos que um homem no mesmo cargo e com os mesmos anos de serviço. 
No meio destas desgraças, falta ainda mencionar entre os principais problemas que acompanham a emancipação feminina da mesma forma que a sombra acompanha um objeto, a questão da segurança. Só em 2017, foram vítimas de violação duzentas e três mulheres (pordata.pt), sem contar as vítimas que não efetuaram queixa. Acredita-se que uma mulher que saia acompanhada por um indivíduo do sexo oposto, terá mais segurança e a garantia de que evitará o assédio ou outros maus-tratos, mas até que ponto será justa esta dependência?
As mulheres nascem tão humanas como os homens e as diferenças entre ambos os sexos, são apenas fisionómicas, contudo parece que a sociedade lhes exige submissão e dependência onde não deveria existir.
Entre todos estes problemas, é possível, no entanto, verificar até certo ponto algum progresso. As diferenças salariais intersexuais regrediram cerca de 2% em cinco anos (como citado pelo estudo da CITE anteriormente referido) e a tendência é continuar a diminuir. Além do mais, parece que a população portuguesa começa a encarar-se, cada vez mais, como igualitária e, a cada ano, verifica-se um maior convívio entre rapazes e raparigas nas escolas, o que irá contribuir para uma maior aceitação da diversidade, e para que em gerações futuras se derrubem muros construídos há muitos séculos que nos separam do respeito mútuo. É certo que os movimentos que defendem a igualde para todos os humanos abrangem cada vez maiores populações e o importante é que cada um de nós contribua para este progresso, porque a cada ser humano que respeitamos e aceitamos, maior ficará a soma de cabeças que tencionam tornar o mundo num local mais justo. Acredito que enquanto o Dia da Mulher (ou dia de outro grupo social qualquer) existir, estaremos num mau caminho, pois se a mulher já estivesse realmente integrada, todos os dias seriam o dia da mulher sem que precisássemos de um dia para nos lembrar do quão humanas e importantes elas são. Por isso, que todos tenham esse dia em conta em cada manhã que acordam, até que essa ideia já esteja tão enraizada nos nossos ideais, que nem nos lembremos que algum dia foi necessário uma data para nos lembrar de que somos todos merecedores da mesma condição.

Rodrigo Martins, aluno do 11º B, com base em fontes diversas

Destaques do "Magazibn"

  • Ser um estudante na União Europeia é bastante vantajoso. A “quase-federação” conta com 27 países membros, que são de livre acesso a qualquer cidadão da UE.

    Continuar...
  • Depois da inauguração da nova estufa Ibn no dia da Terra , assinalada com os Parabéns ao Planeta, esta semana, a turma Alfa 3, da Professora de Ensino Especial , Isabel Correia , preparou a terra e colocou o sistema de rega.

    Continuar...
  • No #diadaterra o Clube cantou os parabéns ao Planeta , assistiu a uma sessão de sensibilização sobre a importância dos Insetos dinamizada pela Insetopeia e inaugurou simbolicamente a nova estufa. Continuar...
  • Na Escola Básica Raul Lino, foi apresentado , via videoconferência, o projeto pedagógico: “Poupar é Ganhar”  (contador de histórias e um músico).

    Continuar...
  • EBS de Alcabideche representada na fase Intermunicipal do Concurso Nacional de Leitura
    João Andrade Veiga, do 10ºA , participou na fase Intermunicipal - Secundário do Concurso Nacional de Leitura  na penútima fase deste prestigiado concurso que envolveu catorze municípios, no dia 13 de abril.

    Continuar...
  • A propósito da comemoração dos 47 anos do 25 de abril, no âmbito das disciplinas de Cidadania e Desenvolvimento, as turmas do 10º B, 10º C, 11º B e 12º D/E (Sociologia), realizaram uma exposição alusiva à Revolução dos Cravos, no átrio da Escola Pólo.

    Continuar...
  • Na Escola Básica Raul Lino, no dia 26 de março de 2021, a Associação de Pais promoveu o evento intitulado: "A Feira das Profissões" (videoconferência). Foi um dia muito preenchido e divertido com a Caça aos Ovos e a entrega do jogo científico "Laboratório Antivírus".

    Continuar...
  • Os entusiastas das hortas biológicas não abandonam a sua horta. 
    "Mesmo em tempo de confinamento é preciso cuidar da nossa horta" (alunos do 12ºB)

    Continuar...
  • No dia 4 de março, decorreram as provas do Concurso Nacional de Leitura, fase municipal. Todos os participantes do agrupamento representaram muito bem as nossas escolas e, o mais importante, aprenderam muito, investiram na leitura, na cultura e divertiram-se. Dois destes alunos foram apurados para a fase intermunicipal: João Matos, do 6ºE, e Diogo Veiga, do 10ºA. Parabéns!

  • No dia 24 de fevereiro, às 10h30, tivemos o privilégio de ter connosco o escritor António Mota, autor de Pedro Alecrim, obra que está a ser estudada pelos nossos alunos do sexto ano e por uma turma do quinto, na disciplina de Português. 

    Continuar...
  • No âmbito do Clube Europeu, no dia 8 de março, as professoras Paula Menezes, Dalila Chumbinho e Filomena Clemente dinamizaram via Zoom um debate/reflexão acerca da importância de existir um Dia da Mulher. 

    Continuar...
  • Texto em homenagem a todas as mulheres que tenham sido injustiçadas. 
     Mulher Portuguesa
    É realmente visível uma evolução acentuada na nossa sociedade no que toca ao papel desempenhado pela mulher.

    Continuar...
  • A técnica Especializada para o Desenvolvimento Pessoal, Social e Comunitário,  Madalena Silva, lançou o desafio aos alunos do agrupamento para participarem, numa iniciativa da "Living Peace" , organização parceira da "Academia de Lideres Ubuntu", para comemorar o Dia Escolar da Paz e Não Violência (30 de janeiro).  Continuar...
  • No âmbito da disciplina de Espanhol, os alunos da turma F do 11º ano, realizaram trabalhos relativos à comemoração do “Día de la NO Violencia Escolar y de la Paz - 30 de enero”, onde criaram uma mensagem a partir de uma imagem alusiva aos diferentes tipos de violência.

    Continuar...